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Resolvi mudar, resolvi trilhar novos caminhos... cara nova.

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Completude

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Eu ficava simplesmente impressionada com a fala mansa dele. E não era só isso que me deixava ainda mais atenta, o tom do voz não se alterava , era tranquilo, pacífico, bem condizente com a personalidade dele; não se irritava facilmente, nem dificilmente na verdade. O mais complicado dos problemas era motivo para se superar e não descabelar como a histérica aqui. Deve ser por isso que essa fala mansa me acalmava ao mesmo tempo em que eu a desejava como qualidade minha, e desejava ansiosamente, típico da minha personalidade.
Quem disse que gosto de me desesperar diante de qualquer infortúnio? O ‘qualquer’ era dele, claro, sempre diminuindo o que eu achava exageradamente ‘grande’. Mas, ainda ficava atenta pois insisto: não é só a mansidão da voz, mas sua expressão... Não havia marcas na testa, sabe? Aquelas que insistem em aparecer quando algo nos gera preocupação ou mesmo dúvida, seus ombros se mantinham alinhados mesmo com tanto peso sobre eles, sua boca mantinha-se num sorriso constant…

Incomodou-me

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Cheguei, ansiosa pelo que viria a encontrar. Tinha certeza de que o sorriso costumeiro seria meu recepcionista. Não deu outra! Parece que o olhar radiante acompanhado do seu mais largo sorriso se fez ao me receber... Não pense você que estou sendo vaidosa a ponto de achar que era especificamente pela minha chegada, não! É ela, é dela, energia que emana!
Além da imensa afabilidade não pude deixar de notar que, mesmo em casa, calçava um belo salto com fitas douradas, vestido colorido de mangas compridas e uma maquiagem que me fez desejar passar tempo no espelho a copiar. Seus cabelos presos num coque desalinhado mostravam os cuidados recentes que teve ao clarear algumas mechas... e que ficaram ótimas, inclusive. Eu falei!
Estava ali para tratar de negócios, mas com ela o abraço sempre nos traz lembranças desta velha amizade que perdura, e que não enjoa e que se sustenta. Recíproca, claro, mas ela... ela sempre me puxou para junto de si. Me lembrando de que ali estava e ficaria até eu volt…

Algo sobre o que somos...

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Despertei vagarosamente; e ainda com os olhos fechados continuei deitada na cama com uma tremenda preguiça. Tentei lembrar sobre a noite passada. Sei que algo aconteceu, não era hábito ficar deitada até tarde na cama, mas, custava até a me localizar direito, na verdade não fazia ideia de onde estava. 
A maciez do lençol não era conhecida. Passei a mão levemente no colchão tentando achar alguma prova do acontecimento passado. Não ousava abrir os olhos, procurei os outros sentidos mesmo! Os lençóis ainda quentes me deram a entender que não era apenas o calor do meu próprio corpo que se instalara ali. Um sorriso de canto de boca se fez e me inundei de uma esperança boba, pensando e aguardando seu retorno ao quarto.
Logo me questionei sobre a sua presença, realmente não reconheci o aconchego do quarto. Era para ter me acostumado com a quina da mesa de canto encostando nos meus pés, ou à cortina que me mexia a cada leve brisa que entrava e me arrepiava o braço, ou ainda ao ventilador de teto…

Entre tantos minutos escolhi o mais especial

Já chegava a hora. Eu sentia o clima diferente, sentia dentro de mim sem ter como explicar, mas sabia que era hora. Só enfiei o pé dentro do tênis já surrado, sujo, merecedor de um belo banho, e extremamente confortável e prático; saí em disparada ao portão.
Nem ouvi quando a histeria de minha mãe passou daquela cabeça doida dela e chegou (ou tentou chegar) aos meus ouvidos já dispersos , meus sentidos estavam focados é no horário, no tempo. Ai, portão trancado. Volto dentro de casa para pegar a chave e ela continua a gritar, agora já com as mãos na cintura, secando-as no avental que achava dar-lhe um ar de dona de casa prendada, esperando talvez que eu entendesse a gravidade da situação e parasse para acudi-la. Sem chance mãe, está na hora.
Abro o portão e nem me dou ao trabalho de tirar a chave do miolo e guardá-la no porta chaves. E ainda correr o risco de ficar surda (minha mãe). Já já volto e levo-a ao lugar novamente, espere só um minuto, já está chegando a hora.
Com falta de ar pe…

Uma conversa, dia desses

Olá,
Há tanto que eu gostaria de dividir com você, mas, já percebi que não gosta muito de conversar, ainda mais quando envolve assuntos relacionados ao nosso namoro/casamento/sei lá o que é.
Não insisto mais por não querer lhe chatear ou discutir, mas há tanto a ser dito. Além disso, vejo que minhas opiniões lhe incomodam, desta forma também prefiro mantê-las comigo, e ainda continuo a pensar que há tanto a ser dito... 
E vivido, o mais importante, eu sei! Mas travo com alguma ‘não solução’, alguma pendência que ficou e me consome toda a alegria e vontade de estar com você. Eu pensei que dividíamos muito mais que a cama ou as contas da casa; achei que dividíamos a vida! Sinto, ultimamente que estamos mais individuais. Entendo que não é ruim em sua totalidade, até porque temos nossa individualidade mesmo e é importante a mantermos, mas temos que saber lidar com isso para que não nos afaste muito a ponto de não conseguirmos voltar...

Há tanto a dizer, mais como uma maneira de dividir minhas…

Deixe-me ser

Sentada numa poltrona de lugar único, respondia as perguntas de maneira desconfortável. Não só pela obrigação em responder ao demorado e insignificante questionamento, mas porque aquele lugar não me deixava à vontade.
Na verdade não era obrigada a responder, necessariamente; mas a partir do momento em que aceitei a fazer a tal entrevista me comprometi em esclarecer algumas coisas, mesmo que me deixassem entediada... se bem que acho minha vida um tremendo tédio mesmo. Não sei o motivo que leva as pessoas a lerem o que escrevo, não tenho nada a dizer que acrescente... só relato o que vejo, o que sinto, quer coisa mais egoísta que textos meus?!
Enfim, estava ali diante do entrevistador. Confesso que não facilitei, monossilábica! Nem parecia a mesma que desenhava letras em sequencia num papel e montava extensos textos. A de se lidar comigo assim mesmo, como sou. Para não demonstrar toda essa minha simplicidade baixava o olhar, quem sabe assim não passo um ar de mistério, estranheza até, não…